Dicionário Startupês

 

Se o seu pitch for fraco e seu modelo de negócios não conquistar atenção, talvez seja uma boa ideia pivotar e abordar os stakeholders de uma maneira diferente. Se não houver seed money, a sua ideia vale um bootstrapping?

Se você está iniciando no mundo do empreendedorismo agora, muitas destas palavras podem parecer completamente estranhas! Pensando nisso, o Sinapse da Inovação selecionou algumas das palavras mais usadas pelas startups e reuniu em um Dicionário Startupês. Confira a seguir:

 

Aceleradora: de acordo com a ABRAII (Associação Brasileira de Empresas Aceleradoras de Inovação e Investimento), as aceleradoras são empresas que tem, como principal objetivo, apoiar e investir no desenvolvimento e rápido crescimento de startups, auxiliando-as a obter novas rodadas de investimento ou a atingir seu ponto de equilíbrio.

Aporte: todo o investimento feito na empresa. O aporte pode ser tanto econômico (na forma de mentorias, por exemplo) quanto financeiro.

B2B: em inglês é a sigla de business to business, ou seja, de negócio para negócio. As empresas que oferecem serviços B2B são aquelas que vendem seus serviços ou produtos para outras empresas.

B2C: a empresa têm como foco o cliente final, business to consumer.

B2G: esse é o tipo de transação entre empresa e governo, business to government.

Bootstrapping: o termo é utilizado quando o próprio empreendedor financia o seu projeto, não conta com o auxílio de nenhum investidor externo.

Burn rate: é a taxa de queima de recursos, geralmente está ligado ao fluxo de caixa negativo. O termo foi atribuído ao segmento de startups para mensurar quanto tempo uma startup passa sem lucrar, desde o começo da empresa até a obtenção sólida de clientes.

Business Model Canvas (ou Canvas): é uma ferramenta que auxilia na modelagem de negócios de uma empresa.

Business Plan: nada mais é que o plano de negócios da empresa, ou seja, um documento que descreve o que a empresa planeja fazer e como ela irá executar o que foi planejado. Esse documento reúne as principais informações sobre a empresa e seus integrantes, além de incluir um detalhamento do produto ou serviço oferecido. Geralmente é redigido pelo fundador e pode servir como fonte para a apresentação do negócio aos investidores.

Coworking: espaço de trabalho compartilhado, um ambiente para trocar experiências com outros empreendedores.

Crowdfunding: esse termo pode ser traduzido como financiamento pela multidão, financiamento colaborativo ou financiamento coletivo. É uma modalidade de investimento onde várias pessoas podem investir pequenas quantias de dinheiro para financiar a realização de um determinado projeto. 

Due Diligence: é o processo de análise que potenciais investidores realizam de maneira a verificar se vale a pena investir em um negócio.

Deal Breakerdurante uma Due Diligence, podem ser identificados problemas que inviabilizam o investimento (passivos trabalhistas, endividamento expressivo, dentre outros). Esses problemas são chamados de Deal Breakers, pois rompem o processo de negociação.

Design Thinking: é um processo para criação de novas ideias e solução de problemas. Segundo a Endeavor Brasil, é uma abordagem que busca a solução de problemas de forma coletiva e colaborativa, em uma perspectiva de empatia máxima com os interessados. Com isso, as pessoas são colocadas no centro de desenvolvimento do produto – não somente o consumidor final, mas todos os envolvidos na ideia (trabalhos em equipes multidisciplinares são comuns nesse conceito).

Early stage financing: recursos investidos em empresas que estão em fase inicial de desenvolvimento.

Growth Capital: investimento que a empresa recebe no momento em que já atingiu um estágio mais maduro, já está no mercado e possui uma carteira de clientes.

Investidor Anjo: investidores privados que além de apoio financeiro, também oferecem conselhos às empresas, sua rede de contatos e seu conhecimento para auxiliar no crescimento das startups.

Incubadora: são instituições que oferecem suporte a empreendedores para que eles possam desenvolver ideias inovadoras e transformá-las em empreendimentos de sucesso. Para isso, as incubadoras oferecem infraestrutura e suporte gerencial, orientando os empreendedores quanto à gestão do negócio e sua competitividade, entre outras questões essenciais ao desenvolvimento do negócio.

IPO: momento de abertura de capital e entrada na bolsa de valores. A sigla vem do inglês Initial Public Offering, ou seja, uma oferta pública inicial. 

Job to be done: a tradução literal seria “trabalho a ser feito”. Job to be done é o progresso que o cliente quer ter em uma circunstância específica. Assim, o job to be done está relacionado à motivação do cliente para adotar uma solução. Por exemplo, um proprietário de automóvel compra shampoo para lavá-lo. Qual foi a motivação para a compra do shampoo? Lavar o carro? Não. A motivação foi o progresso que o cliente queria ter, ou seja, manter o carro limpo. Assim, o job to be done não é “lavar o carro”, mas sim, “manter o carro limpo”.

Lean Startup: criado pelo americano Eric Ries, o conceito “Startup Enxuta” defende a redução dos desperdícios de tempo e recurso nos processos. As Startups Enxutas validam todos os elementos do modelo de negócio a partir da interação direta com os clientes.

Love Capital ou Love Money: trata-se do investimento realizado por familiares e pessoas próximas, geralmente diante de uma análise subjetiva, levando em conta a carga sentimental/emocional.

Meetup: evento ou encontro para debater assuntos, fazer networking e enriquecer o ecossistema de empreendedorismo.

MEI: sigla para Micro Empreendedor Individual, é uma categoria de empresa bastante popular no Brasil em que o empreendedor consegue abrir uma empresa pequena de uma forma mais simplificada.

Mentoria: profissionais de áreas variadas do mercado, geralmente empresários ou empreendedores, que passam o seu conhecimento para negócios nascentes que precisam de algum tipo de aperfeiçoamento.

Modelo de Negócios: trata-se da definição de como a empresa irá gerar e entregar valor para o cliente e, ao mesmo tempo, capturar valor para o negócio.

MVP (Minimum Viable Product): na sua tradução literal significa “mínimo produto viável”, ou seja, um produto/serviço que pode ser comercializado ou que gere ativos que podem viabilizar receitas futuras. Por meio dos feedbacks recebidos na fase de MVP é possível analisar a aceitação dos consumidores antes de se chegar ao produto final.

Networking: é a palavra para rede de contatos. Fazer networking é algo essencial e deve estar presente no cotidiano dos empreendedores.

Pitch: fala breve para apresentar seu negócio a possíveis investidores, por exemplo. Essa fala deve conter os pontos chave para que em pouco tempo seja possível entender o propósito da empresa, produto, mercado e modelo de negócios. A partir dessa breve apresentação o investidor poderá avaliar se sua startup é viável e se merece o seu investimento.

Pivotar: um pivô é a mudança de curso da empresa, girar para outra direção. Essa mudança tem como objetivo encontrar maneiras de a ajustar o rumo da empresa, testando outras possibilidades. Geralmente as empresas buscam uma outra área de atuação ou um novo modelo de negócios que apresente melhores resultados.

Seed Money/Seed Capital: é o investimento semente é realizado na fase de criação de uma startup, essencial para que seja possível colocar a ideia em prática. Geralmente não são valores muito altos, visto o alto risco envolvido neste tipo de investimento.

Software-as-a-service (SaaS): tipo de serviço em que se utiliza um software.Essa modalidade pode funcionar através da contratação de uma assinatura ou taxa de utilização do software.

Stakeholder: todos os indivíduos que são influenciadores e tomadores de decisão na empresa, sejam eles acionistas, funcionários, fornecedores, governo, clientes, entre outros.

Startups: de acordo com Steve Blank, uma startup é uma organização temporária usada para descobrir um modelo de negócios repetitivo e escalável.

Spin-off: é a formação de um novo negócio com base em inovações ou produtos criados por uma empresa-mãe. Normalmente, os primeiros funcionários de uma spin-off atuaram na empresa-mãe durante o desenvolvimento do projeto.

Unicórnios: são empresas que possuem crescimento rápido e se destacam no mundo dos negócios.O valor dessas empresas no mercado é de mais de US$ 1 bilhão antes de abrir o capital em bolsa de valores.

Valor de mercado: é o valor atribuído a uma empresa ou projeto. Geralmente esse valor é atribuído pelos investidores.

Valuation: é o cálculo do valor do negócio. Caso a empresa venha a ser vendida é necessário saber o valor que ela tem no mercado.

Venture Capital: de acordo com a Endeavor, Venture capital (VC) é o nome usado para descrever todas as classes de investidores de risco. Mesmo assim, em geral, os fundos de venture capital investem em empresas de médio porte, que já tem um faturamento expressivo, mas que ainda precisam dar um salto de crescimento. Com o investimento, o objetivo é ajudar essas empresas a expandir e alcançar o seu potencial máximo.

Fontes: meuSucesso; Impacta; Saia do lugar.

 

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